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São Paulo: risco de transfer ban da CBF por dívida; entenda

ResumoSão Paulo Futebol Clube enfrenta risco de transfer ban nacional imposto pela CBF devido a dívida de aproximadamente R$ 1 milhão com o Novorizontino pela compra do atacante Djhordney. A Agência de Fair Play da CBF estipulou prazo de 45 dias para quitação do débito, sob pena de punição que impede novas contratações.

O São Paulo corre risco de transfer ban nacional por dívida com o Novorizontino na compra de Djhordney. Agência de Fair Play da CBF determinou punição se o débito de cerca de R$ 1 milhão não for quitado em 45 dias. Entenda o caso.

Berenice Lustosa Caminha
por Berenice Lustosa Caminha · 13 de agosto de 2026
São Paulo: risco de transfer ban da CBF por dívida; entenda

São Paulo corre risco de transfer ban da CBF por dívida com o Novorizontino; entenda

O São Paulo pode ser impedido de registrar novos jogadores em âmbito nacional. A Agência de Fair Play da CBF determinou o transfer ban caso o clube não quite a dívida com o Novorizontino pela contratação do volante Djhordney, que chegou para reforçar a base. A decisão foi publicada no site da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) nesta quarta-feira. O clube tem duas saídas: pagar o valor integral ou firmar acordo com o Novorizontino e aguardar a comunicação à ANRESF.

O que é o transfer ban e como ele afeta o São Paulo?

Transfer ban é a punição que impede um clube de registrar atletas. No caso do São Paulo, a restrição vale para o cenário nacional, ou seja, o Tricolor não poderia inscrever jogadores em competições organizadas pela CBF. Isso afeta diretamente o planejamento de elenco, especialmente em janelas de transferência. A medida foi determinada pela Agência de Fair Play da CBF, órgão criado para fiscalizar a saúde financeira dos clubes. Se a dívida não for paga, o clube fica impedido de reforçar o time até regularizar a situação.

Por que o São Paulo deve ao Novorizontino?

A dívida nasceu da compra dos direitos do volante Djhordney. O São Paulo contratou o jogador em 2025 para o sub-20 e, em fevereiro deste ano, comunicou que exerceria o direito de compra previsto em contrato. Ficou acordado que o pagamento seria feito em cinco parcelas. O valor total gira em torno de R$ 1 milhão. Segundo o Novorizontino, nenhuma das cinco parcelas foi paga. As informações foram inicialmente divulgadas pelo UOL.

O que diz a ANRESF e o Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira?

A ANRESF é a agência reguladora de fair play do futebol brasileiro. O Novorizontino denunciou o São Paulo no início de julho, com base no Artigo 45 do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF). Esse artigo trata de "valores devidos a outros clube de futebol" por "transferências de atletas profissionais", "atletas registrados pela primeira vez como profissionais" e "indenização por formação e contribuições de solidariedade". A agência analisou o caso e intimou o São Paulo a apresentar, em dez dias úteis, comprovante de quitação ou defesa fundamentada. O clube reconheceu a dívida, mas as justificativas para o não pagamento não foram aceitas pela ANRESF.

Quais são os prazos e as opções do São Paulo?

O São Paulo tem 45 dias para quitar o débito, com juros, correção monetária e penalidade contratual. Se não pagar, o transfer ban é aplicado. Antes disso, o clube pode tentar um acordo com o Novorizontino. Se houver acordo, o clube do interior deve comunicar a ANRESF. O Tricolor afirma que já há um entendimento entre os presidentes. O São Paulo diz que Harry Massis, presidente do clube, entrou em contato com Genilson Rocha, presidente do Novorizontino, e ajustou um acordo de pagamento. As partes aguardam o alinhamento entre os departamentos jurídicos para formalizar o compromisso.

Novorizontino nega negociação

O Novorizontino contesta a versão do São Paulo. Em nota oficial, o clube do interior afirma que não há negociação para um novo acordo. O clube informa que o débito é referente à negociação de parte dos direitos econômicos do atleta Djhordney Ferreira. Das cinco parcelas previstas, nenhuma foi paga. O Novorizontino esclarece que aguarda o cumprimento integral da obrigação. As duas notas oficiais mostram versões divergentes sobre o mesmo assunto. Enquanto o São Paulo fala em detalhes finais, o Novorizontino nega qualquer tratativa em andamento.

Djhordney: da base ao profissional

Djhordney foi contratado pelo São Paulo ainda em 2025 para atuar no sub-20. O garoto de 19 anos se destacou na base, foi promovido e fez sua estreia no profissional contra o Coritiba, em fevereiro. Ao todo, ele soma quatro jogos na equipe principal. A dívida com o Novorizontino, porém, coloca em risco a capacidade do clube de registrar novos atletas, o que pode impactar o elenco principal e as categorias de base.

Primeira punição de um clube da Série A

Este é o primeiro caso de punição de um clube da Série A desde a criação da Agência de Fair Play Financeiro da CBF. A Ponte Preta, da Série B, já foi penalizada anteriormente, mas por atrasos salariais. O caso do São Paulo é inédito na elite do futebol brasileiro, o que aumenta a atenção sobre o desfecho. A decisão da ANRESF serve de alerta para outros clubes: dívidas com outros times podem gerar sanções severas, independentemente do tamanho da agremiação.

O que pode acontecer se o São Paulo não pagar?

Se o São Paulo não quitar a dívida em 45 dias, o transfer ban é aplicado. O clube ficaria impedido de registrar jogadores em competições da CBF, o que inclui o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Isso significa que novos contratos não poderiam ser inscritos, afetando contratações e até renovações. A punição só seria revertida com o pagamento integral ou um acordo formalizado e comunicado à ANRESF. O cenário é delicado para o clube, que vive momento de reestruturação e depende de reforços para se manter competitivo.

Como o caso pode evoluir?

Há dois caminhos possíveis. O primeiro é o São Paulo pagar a dívida ou firmar acordo com o Novorizontino. Nesse caso, a ANRESF seria comunicada e o transfer ban não seria aplicado. O segundo é o não pagamento, o que levaria à punição imediata. O clube ainda pode recorrer, mas a decisão da agência indica que as justificativas apresentadas não foram suficientes. A palavra final depende da formalização de um acordo ou do cumprimento da obrigação financeira. A torcida e o mercado acompanham de perto, pois o desfecho pode influenciar o planejamento do clube para as próximas temporadas.

Perguntas Frequentes

O que é transfer ban?

Transfer ban é uma punição que impede um clube de registrar novos jogadores. No caso do São Paulo, a restrição seria em âmbito nacional, afetando inscrições em competições da CBF.

Quanto o São Paulo deve ao Novorizontino?

A dívida gira em torno de R$ 1 milhão, referente à compra dos direitos do volante Djhordney, que deveria ser paga em cinco parcelas. Segundo o Novorizontino, nenhuma parcela foi quitada.

Qual é o prazo para o São Paulo pagar?

O clube tem 45 dias para quitar o débito, com juros, correção monetária e penalidade contratual. Se não pagar, o transfer ban é aplicado.

O São Paulo pode fazer um acordo?

Sim, o clube pode firmar um acordo com o Novorizontino. O São Paulo afirma que já há um entendimento entre os presidentes, mas o Novorizontino nega negociação em andamento.

O que acontece se o São Paulo não pagar?

Se não pagar, o São Paulo será impedido de registrar jogadores em competições nacionais, o que afeta contratações e renovações de contrato.

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