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Fifa contra-ataca e denuncia esforço para minar Infantino

ResumoA Fifa divulgou comunicado neste sábado (8) denunciando um esforço orquestrado e contínuo para minar a instituição e o presidente Gianni Infantino. A declaração ocorre após turbulência gerada pelo projeto de abertura da entidade a investidores privados, que não avançou. A resposta oficial busca rebater críticas e reforçar a posição da organização diante das pressões externas.

A Fifa contra-ataca e denuncia "um esforço orquestrado e contínuo" para minar a instituição e seu presidente, Gianni Infantino, em comunicado divulgado neste sábado (8), em meio à turbulência causada pelo projeto de abrir a entidade a investidores privados, que não avançou.

Berenice Lustosa Caminha
por Berenice Lustosa Caminha · 10 de agosto de 2026
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Fifa contra-ataca e denuncia esforço para minar Infantino

A Fifa contra-ataca e denuncia "um esforço orquestrado e contínuo por parte de alguns para minar a instituição e o seu presidente", Gianni Infantino, em comunicado divulgado neste sábado (8). A declaração surge em meio à turbulência causada pelo projeto, que acabou não avançando, de abrir a entidade a investidores privados.

O que mudou no cenário

Infantino, candidato à reeleição para o comando da Fifa em 2027, tem sido alvo de duras críticas, especialmente por parte da Uefa. A entidade europeia manteve, na quinta-feira, a ameaça de boicotar as Copas do Mundo, por considerar insuficiente a simples retirada do polêmico projeto.

O dirigente ítalo-suíço não tem tido trégua desde o fracasso de seu plano de abrir a Fifa a investidores privados. Único candidato declarado até o momento, ele precisa obter a maioria dos 211 votos dos membros da instituição para ser reeleito em março, para um mandato de quatro anos no cargo que ocupa desde 2016.

A reportagem do Telegraph

O último golpe veio na sexta-feira, quando o Telegraph publicou que o chefe do futebol mundial, que foi secretário-geral da Uefa de 2009 a 2016, teria usado seu poder para garantir a promoção de uma funcionária da instituição com quem mantinha um relacionamento íntimo. Infantino negou categoricamente as informações da matéria.

O jornal britânico, que não cita suas fontes, relata que essa funcionária, após ser promovida na Uefa, recebeu uma "indenização de seis dígitos" ao deixar o cargo, em ano não especificado, além do pagamento de despesas de um curso em uma escola de negócios, no valor de cerca de 50 mil euros (cerca de R$ 292 mil na cotação atual).

Consultada pela AFP, a confederação europeia admitiu "que foi feito um pagamento" na ocasião, "acompanhado da quitação das despesas de um programa de MBA em uma escola de negócios local".

A resposta da Fifa

Sem mencionar a reportagem, a Fifa respondeu em comunicado neste sábado: "Informações recentes incluíram alegações infundadas e afirmações claramente falsas sobre a Fifa e seu presidente". "Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como fatos, e a repetição não transforma uma acusação em verdade", acrescentou a entidade.

A entidade que rege o futebol mundial iniciou seu comunicado relembrando o apoio oferecido pelas confederações da América do Sul (Conmebol) e da África (CAF), ressaltando que "não apoiará, facilitará nem tolerará qualquer processo relativo à eleição do presidente da Fifa que seja incompatível com os estatutos".

"Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro da Fifa não devem tentar obter, por meio de acusações, insinuações ou desinformação, o que não conseguem alcançar através dos processos democráticos estabelecidos pela Fifa", acrescentou.

O apoio das confederações

A resposta contundente da Fifa surge quatro dias após uma reunião de crise no Marrocos, que terminou com "apoio total" da direção ao seu presidente e "pedidos de desculpas pelos erros" relacionados à tomada de decisões no projeto de privatização. "Não foi nossa intenção que o Conselho ou as associações membro se sentissem excluídos do processo, que deveria ter sido conduzido de outra maneira", afirmou a entidade.

Um dia depois, a Uefa reiterou seu boicote às competições da Fifa, incluindo as Copas do Mundo, ressaltando a "perda de confiança" em Infantino. O ítalo-suíço recebeu o apoio da CAF e, na sexta-feira, viajou a Cali para acompanhar a posse de Abelardo de la Espriella como presidente da Colômbia, onde encontrou apoio da Conmebol.

"Não se pode ignorar esse grande trabalho (de Infantino)", disse o presidente da entidade sul-americana, o paraguaio Alejandro Domínguez, a um veículo de imprensa local em Cali. "É preciso continuar trabalhando pelo futebol, com diálogo. Nem sempre é preciso concordar".

A pressão da Noruega

Horas antes, a Federação Norueguesa de Futebol (NFF), que lidera as críticas a Infantino há vários anos, pediu sua renúncia, conforme anunciado por sua presidente, Lise Klaveness, vista por alguns observadores como uma possível candidata a sua sucessão.

Perguntas Frequentes

Por que a Fifa denunciou um esforço para minar seu presidente?

A Fifa afirma que há "um esforço orquestrado e contínuo" para minar a instituição e Gianni Infantino, em meio a críticas da Uefa e a uma reportagem do Telegraph sobre suposta promoção irregular.

O que a Uefa decidiu sobre as Copas do Mundo?

A Uefa manteve a ameaça de boicotar as Copas do Mundo, considerando insuficiente a retirada do projeto de abrir a Fifa a investidores privados.

Infantino negou as acusações do Telegraph?

Sim, Infantino negou categoricamente as informações publicadas pelo Telegraph sobre o uso de seu poder para promover uma funcionária com quem teria um relacionamento íntimo.

Quem apoia Infantino na reeleição?

Infantino recebeu apoio público da Conmebol e da CAF, além de ter o respaldo da direção da Fifa após reunião de crise no Marrocos.

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