Bastidores

Vice da CBF revela projeto para formar árbitros com ex-jogadores

ResumoRicardo Gluck Paul, vice-presidente da CBF, revelou um projeto para formar árbitros a partir de ex-jogadores sem carreira na arbitragem. A iniciativa aproveita a visão de jogo de quem atuou em campo para qualificar a arbitragem brasileira. O plano visa integrar conhecimento prático à formação técnica, podendo renovar o quadro de árbitros no país.

O vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, revelou ao ge um projeto para transformar ex-jogadores que não seguiram carreira em árbitros. A proposta quer aproveitar a visão de jogo de quem atuou em campo. Entenda o plano e o que ele pode mudar.

Idalina Ferraz do Couto
por Idalina Ferraz do Couto · 08 de agosto de 2026
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Vice da CBF revela projeto para transformar joias perdidas do futebol em árbitros

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estuda um caminho novo para a arbitragem nacional. O vice-presidente da entidade, Ricardo Gluck Paul, revelou ao ge um projeto que pretende transformar ex-jogadores que não conseguiram seguir carreira profissional em árbitros de futebol. A proposta, ainda em discussão, pode dar uma segunda chance a atletas jovens que ficaram pelo caminho.

O que é o projeto da CBF para ex-jogadores?

Em entrevista ao ge, Ricardo Gluck Paul detalhou a ideia. O projeto quer identificar atletas jovens, ainda em fase de transição, que não conseguiram um contrato profissional. Em vez de abandonar o esporte, esses jogadores poderiam encontrar na arbitragem uma nova oportunidade., Estamos discutindo se até 21 ou 22 anos. Muitos atletas que jogam bola não vão virar profissionais. Eles vão ficar pelo meio do caminho. Esse cara fica desolado, não pintou um contrato. Nossa ideia é falar: "vamos ser árbitros". Quem jogou futebol tem uma visão totalmente diferente e melhor, afirmou o dirigente.

Por que ex-jogadores podem ser bons árbitros?

A lógica por trás do projeto é simples: quem viveu o jogo por dentro entende o que acontece em campo. Eu, que acompanho arbitragem há anos, vejo valor nessa ideia. Um ex-atleta conhece os tempos de uma partida, as intenções de um atacante, o momento de um zagueiro. Essa leitura pode fazer diferença na hora de decidir um lance.

A regra existe antes do lance, não depois. Mas quem jogou tem uma vantagem: sabe o que é ser enganado por um drible, o que é sentir o contato. Isso não substitui o estudo das regras, mas complementa.

Como vai funcionar o processo seletivo?

O projeto prevê um processo seletivo rigoroso, com testes físicos e avaliações. Não será qualquer ex-jogador que vai apitar. A ideia é selecionar quem tem potencial e oferecer formação completa.

Os testes físicos são essenciais. Um árbitro precisa acompanhar o jogo de perto, ter resistência e explosão. As avaliações técnicas devem medir o conhecimento de regras e a capacidade de tomar decisão sob pressão.

O que muda para o futebol brasileiro?

Se o projeto sair do papel, o futebol brasileiro ganha um novo celeiro de árbitros. A arbitragem nacional enfrenta cobranças constantes por mais qualidade. Formar árbitros a partir de ex-jogadores pode trazer um olhar diferente para o apito.

O que o árbitro vê e o que a câmera mostra são coisas diferentes. Quem jogou sabe disso na pele. Essa experiência pode reduzir erros de avaliação, embora não elimine erros de regra.

Ricardo Gluck Paul e o papel da CBF

Ricardo Gluck Paul é o nome à frente da proposta dentro da CBF. A entidade ainda não bateu o martelo sobre a idade limite, mas a discussão gira em torno de 21 ou 22 anos. A ideia é alcançar atletas antes que eles desistam do esporte.

A fala do dirigente mostra preocupação com o lado humano. Ele cita o atleta que fica desolado quando não pinta um contrato. O projeto quer dar a esse jogador um novo propósito dentro do futebol.

O que a súmula vai registrar?

Se o projeto avançar, os novos árbitros vão começar em categorias de base, ganhando experiência em jogos de menor pressão. A súmula de cada partida vai registrar o nome de quem apitou, e aos poucos esses nomes vão ganhar rodagem.

O efeito disciplinar também conta. Um ex-jogador tende a entender melhor o que é um cartão justo. Ele já recebeu um, já reclamou, já viu o outro lado. Essa vivência pode tornar a arbitragem mais próxima dos atletas.

Perguntas Frequentes

O projeto já está em vigor?

Não. A proposta foi revelada pelo vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, e ainda está em discussão. Não há data para início.

Qual a idade limite para participar?

A CBF discute se o limite será 21 ou 22 anos. A ideia é alcançar atletas em fase de transição, antes que desistam do futebol.

Ex-jogadores terão vantagem sobre árbitros tradicionais?

A proposta parte do princípio de que quem jogou tem uma visão diferente e melhor do jogo. Mas o processo seletivo será rigoroso, com testes físicos e avaliações.

Como acompanhar novidades sobre o projeto?

Acompanhe o ge e os canais oficiais da CBF. A proposta ainda está em fase de discussão interna.

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